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Bebês bilíngues identificam idiomas diferentes – e não ficam confusos

Por Pooja Makhijani, Office of Communications

Ilustração Por

Kyle McKernan, Office of Communications

https://www.princeton.edu/news/2017/08/07/bilingual-babies-listen-languages-and-dont-get-confused

 

Duas línguas ao mesmo tempo são demais para a cabeça? Cuidadores e professores devem saber que crianças crescendo como bilíngues têm a capacidade de dar sentido às complexidades das duas línguas apenas ao escutá-las. Em novo estudo um grupo internacional de pesquisadores, incluindo os da Universidade de Princeton, reportam que crianças bilíngues com idade a partir de 20 meses podem processar duas línguas de forma eficiente e precisa.

O estudo publicado no dia 7 de agosto no “Proceedings of the National Academy of Sciences” verificou que crianças pequenas conseguem diferenciar palavras em línguas distintas. “Aos 20 meses bebês bilíngues já sabem algo sobre as diferenças entre as palavras em suas duas línguas”, disse Casey Lew-Williams, um professor assistente de Psicologia e co-diretor do Princeton Baby Lab, onde pesquisadores estudam como bebês e crianças pequenas aprendem a ver, falar e entender o mundo. Ele também é co-autor do estudo.

“Eles não pensam que ‘dog’ (inglês) e ‘chien’ (francês) são duas versões da mesma coisa” diz Lew-Williams. “Eles sabem implicitamente que essas palavras pertecem a duas línguas diferentes”.

Para determinar a capacidade da criança para monitorar e controlar o idioma, os pesquisadores mostraram 24 pares de fotos e objetos familiares para 24 crianças bilíngues em inglês e francês e 24 adultos na cidade de Montreal. Os participantes ouviram frases simples em apenas uma língua (“Look”! Find the dog!” – “Olha! Procura o cachorro” em inglês) ou em uma mistura das duas línguas (“Look! Find the chien!” – aqui é a mesma frase em inglês com exceção da última palavra, em francês). Em outro experimento, eles ouviram uma mudança de línguas entre as frases (“That one looks fun! Le chien! – “Aquele parece divertido! O cachorro! – a primeira frase é fala em inglês e a segunda em francês). Esses tipos de mudança na língua, chamados de mudanças de código, são frequentemente ouvidos por crianças em comunidades bilíngues.

Posteriormente os pesquisadores usaram medidas de eye-tracking (rastreamentro ocular), medindo quanto tempo os olhos de uma criança ou adulto continuava fixado numa foto após ouvir uma sentença, assim como a dilatação da pupila. O diâmetro da pupila é uma resposta involuntária de quanto o cérebro está “trabalhando”, e é usado como medida indireta de esforço cognitivo.

Os pesquisadores testaram adultos bilingues como grupo controle e usaram as mesmas fotos e o mesmo procedimento de eye-tracking conforme testado com as crianças bilíngues para examinar se esses mecanismos de controle da língua são os mesmos ao longo da vida da pessoa bilíngue.

Eles encontraram que crianças e adultos bilingues incorrem em um “custo” de processamento quando ouvem as mudanças de línguas na mesma frase e, no momento da troca da língua, suas pupilas dilataram. O custo dessa mudança, no entanto, foi diminuído ou eliminado quando a mudança foi da língua não-dominante para a língua dominante, e quando a língua mudava entre frases diferentes.

“Nós identificamos marcadores convergentes de comportamento e fisiologia de haver um “custo” associado à mudança da língua”, diss Lew-Williams. Ao invés de indicar barreiras para a compreensão, esse estudo “mostra uma estratégia de processamento eficiente onde há uma ativação e uma priorização da língua ouvido no momento”, diz Lew-Williams. Os resultados similares em crianças e adultos também sugerem que “bilíngues ao longo da vida têm importantes similaridades em como eles processam suas línguas”, disse Lew-Williams.

“Nós sabemos há bastante tempo que a língua falada no momento entre dois interlocutores bilíngues – a língua de base – é mais ativa do que a língua não falada, mesmo quando a mistura de línguas for possível” disse Fraçois Grosjean, professore emérito de psicolinguística na Neuchâtel University na Suiça, que conhece a pesquisa mas não esteve envolvido no estudo.

“Isso cria uma preferência para a língua de base no momento em que é ouvida, por isso o processamento de mudança de código pode demorar mais tempo, mas momentaneamente”, acrescenta Grosjean. “Quando as mudanças de língua acontecem frequentemente, ou estão localizadas nos limites das frases, ou quando o ouvinte a espera, então não há necessidade de tempo extra de processamento. Esse estudo mostra que muitos desses aspectos são verdadeiros em crianças pequenas bilíngues, e isso é notável”.

“Esses achados aumentam nosso entendimento do uso do bilinguismo de forma animadora – tanto em bebês no período inicial de aquisição como no adulto bilíngue proficiente” disse Janet Werker, professora de psicologia na University of British Columbia, que não esteve envolvida com a pesquisa. Ela apontou que esses achados podem ter implicações para um ensino mais favorável em contextos bilíngues. “Uma das implicações mais óbvias desses resultados é que nós não precisamos nos preocupar que as crianças que crescem bilíngues vão confundir as duas línguas. De fato, ao invés de se confundirem em relação a qual língua esperar, os resultados indicam que mesmo as crianças pequenas ativam naturalmente o vocabulário da língua que está sendo usado em qualquer contexto”.

 

Uma vantagem bilingue?

Lew-Williams sugere que esse estudo não somente confirma que crianças bilíngues monitoram e controlam suas línguas conforme escutando mesmo a frase mais simples, mas também oferece uma explicação provável de por que pessoas bilíngues mostram vantagens cognitivas ao longo da vida. Foi observado que crianças e adultos que tem proficiência em duas línguas apresentam melhor performance em “tarefas que requerem mudança ou na inibição de respostas aprendidas anteriormente”, disse Lew-Williams.

“Os pesquisadores pensavam que a “vantagem do bilinguismo” era pela prática dos bilíngues em lidar as duas línguas ao falar” disse Lew-Williams.  “Nós acreditamos que a experiência diária de ouvir na infância – o ir e vir de processar duas línguas – provavelmente dá origem às vantagens cognitivas que foram documentadas tanto em crianças como em adultos bilíngues”.

Outros autores do artigo foram Krista Byers-Heinlein e Elizabeth Morin-Lessard do Departamento de Psicologia da Concordia University em Montreal.

O estudo “Crianças bilíngues controlam suas lígnuas enquanto ouvem” foi publicado no dia 7 de agosto de 2017 por Proceedings os the National Academy of Sciences. A pesquisa foi patrocinada em parte pelo National Institute of Child Health and Human Development, Natural Sciences and Engeneering Council os Canada, Fonds de Recherche du Québec-Société et Culture e The American Speech-Language- Hearing Foundation.

Tornando-se Deficiente

Um em cada cinco americanos vive com uma deficiência. Então, cadê o nosso ativismo?

Por: Rosemarie Garland-Thomson no The New York Times

https://www.nytimes.com/2016/08/21/opinion/sunday/becoming-disabled.html?_r=0

 

Não faz muito tempo, uma grande amiga me disse algo revelador: “Eu não vejo você como deficiente”.

Eu sabia exatamente o que ela queria dizer. Eu também não me via como deficiente até algumas décadas atrás, apesar dos meus dois braços serem bem assimétricos e diferentes da maioria das pessoas.

O comentário da minha amiga era para ser um elogio, mas seguiu uma lógica familiar – aquela que os afro-americanos notam quando os amigos brancos bem-intencionados tentam apagar as complicações da identidade racial dizendo: “Eu não vejo você como negro”, ou quando um homem elogia uma mulher dizendo que ele a enxerga como “um dos caras”.

Este impulso de resgatar pessoas com deficiência de uma identidade descreditada, apesar de usualmente ter uma boa intenção por trás, vai contra os diversos movimentos de luta que conhecemos nas últimas décadas. Slogans como “Black Is Beautiful” e “We’re Here, We’re Queer, Get Used to It” tornaram-se provocações transformadoras para gerações de pessoas educadas para terem aversão ao racismo, sexismo e heterosexismo. Esses movimentos de orgulho foram emocionalmente equivalentes às leis anti-discriminação e desagregação que reivindicavam os direitos de cidadania plena para mulheres, gays, minorias raciais e outros grupos. Mais recentemente, os movimento Black Lives Matter e o movimento L.G.B.T. ganharam muito destaque.

Ainda assim, movimentos de orgulho para pessoas com deficiência – como Crip Power ou Mad Pride – não conseguiram a mesma tração na consciência americana. Por que? Uma resposta é que temos uma noção muito mais clara do que significa ser mulher ou afro-americano, gay ou transgênero do que o que significa ser deficiente.

Uma pessoa sem deficiência pode reconhecer alguém usando uma cadeira de rodas, um cão-guia ou um membro protético ou alguém com síndrome de Down, mas a maioria não conceitua essas pessoas como tendo uma identidade social compartilhada e um status político. “Eles” simplesmente parecem ser pessoas a quem algo infeliz aconteceu, para quem algo tem ido mal. A única coisa que a maioria das pessoas sabe sobre ser deficiente é que eles não querem ser isso.
No entanto, a deficiência está em toda parte quando você começa a percebê-la. A simples consciência de com quem estamos compartilhando nossos espaços públicos pode ser reveladora. Usuários de cadeiras de rodas ou pessoas com enfermeiros, aparelhos auditivos, bengalas, animais de serviço, próteses ou dispositivos respiratórios podem parecer aparecer do nada, quando eles estavam de fato lá o tempo todo.

A mãe de um menino de 2 anos com nanismo, que tinha começado a participar dos eventos da Little People of America,  resumiu isto quando ela me disse com admiração atônita: “Há muitos deles!”. Até que esta amada criança inesperadamente entrasse em sua família, ela não tinha idéia de que a acondroplasia é a forma mais comum de baixa estatura ou que a maioria das pessoas com a condição têm pais de tamanho médio. Mais importante ainda, ela provavelmente não sabia como solicitar as acomodações, acessar os serviços, entrar nas comunidades ou usar as leis que ele precisa para seguir o caminho pela vida. Mas porque ele é dela e ela o ama, ela vai aprender muito sobre deficiência. O fato é que a maioria de nós vai entrar e sair da deficiência durante a vida, através de uma doença, uma lesão ou simplesmente o processo de envelhecimento. A Organização Mundial de Saúde define a deficiência como um termo abrangente que compreende deficiências, limitações de atividade e restrições de participação que refletem a complexa interação entre “características do corpo de uma pessoa e características da sociedade em que ele ou ela vive”. Que a deficiência é “uma deficiência física ou mental que limita substancialmente uma ou mais atividades importantes da vida”.  Obviamente, esta categoria é ampla e está em constante mudança, e é difícil chegar a estatísticas tão exatas, mas dados das fontes mais confiáveis são surpreendentes. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças estimas que um em cada cinco adultos nos Estados Unidos vive com uma deficiência. A Organização Nacional de Deficiência diz que existem 56 milhões de pessoas com deficiência. De fato, as pessoas com deficiência formam o maior grupo entre as minorias dos Estados Unidos, e as novas categorias de deficiência, como a neurodiversidade, as deficiências psiquiátricas, as deficiências por envelhecimento e as dificuldades de aprendizagem emergem e crescem, assim como o percentual de crescimento dessa minoria.  As áreas de crescimento da deficiência – se é que podemos falar assim – incluem categorias de diagnósticos como depressão, transtornos de ansiedade, anorexia, cânceres, lesões cerebrais traumáticas, transtornos de déficit de atenção, doenças autoimunes, lesões da medula espinhal, deficiência de espectro autista e demência. Entretanto, categorias inteiras de deficiência e populações de pessoas com determinadas incapacidades desapareceram ou diminuíram significativamente no século XX com medidas de saúde pública, prevenção de doenças e aumento na segurança pública.

Porque quase todos nós vamos experimentar a deficiência algum dia em nossas vidas, ter que lidar com isso cedo pode ser de grande vantagem. Porque eu nasci com seis dedos no total e um braço muito curto, eu aprendi a atravessar o mundo com o corpo que eu tinha desde o início. Esse desajuste entre o corpo e o mundo pode ser uma oportunidade engrandecedora. Apesar de eu ter reconhecido que o mundo foi construído para quem tem todos os dedos, nunca experimentei a sensação de perda de capacidade, e me adaptei bem rápido, me engajando com o mundo da melhor maneira e desenvolvendo soluções práticas para as exigências da vida que meu corpo não podia cumprir. (Eu usei uma tecnologia chamada talk-to-text para escrever este texto, por exemplo).

Ainda assim, a maioria dos americanos não sabe como ser deficiente. Poucos de nós consegue se imaginar vivendo com uma deficiência ou usando tecnologias que as pessoas com deficiência usam. Como a maioria de nós não nasce com deficiência, mas entra nela enquanto viaja pela vida, não somos ensinados da maneira como a maioria de nós é nos casos de raça e gênero. No entanto, a deficiência, como qualquer desafio ou limitação, é fundamental para o ser, uma parte das nossas vidas. Claramente, a fronteira entre “nós” e “eles” é frágil. Mas estaremos bem melhores se nos preparamos para a deficiência, em vez de fugir dela.

No entanto, mesmo falar de deficiência pode ser uma experiência pesada. O vocabulário deste assunto é altamente carregado e, até mesmo para a pessoa mais bem-intencionada, uma conversa pode parecer algo como um labirinto de cortesias, correções e possíveis ofensas. Quando falo sobre deficiência, alguém sempre quer saber – defensivamente, sinceramente ou sem nenhuma noção – a maneira “correta” de se referir a essa nova identidade politizada.

Como nos referimos a nós mesmos pode ser controverso. Diferentes grupos têm debates importantes sobre a política de autonomearão. A linguagem “pessoa em primeiro lugar” afirma que se nos chamamos “pessoas com deficiência”, colocamos a nossa humanidade em primeiro lugar e consideramos nossa deficiência como uma modificação. Outros reivindicam o orgulho da deficiência colocando a identidade na frente, “deficientes” (disebled people, em inglês). Outros, como muitos usuários da língua de sinais, rejeitam o termo deficiência.

A maneira antiga de falar sobre deficiência como uma maldição, uma tragédia, uma desgraça ou uma falha individual não é mais apropriada, mas não temos certeza sobre qual linguagem mais progressista e mais educada devemos usar. Termos como “débil”, “aleijado”, são desatualizados e depreciativos. Muitas categorias eugênicas pré-Holocausto que eram indicadores de políticas de esterilização ou extermínio patrocinadas pelo Estado – “idiota”, “imbecil” e até mesmo “mentalmente retardado” – foram descartadas em favor de termos como “atraso no desenvolvimento” ou “deficiente intelectual”. Em 2010, o Presidente Obama assinou a Lei de Rosa, que substituiu as referências a “atraso mental” por “deficiência intelectual” nos estatutos federais.

O autor e estudioso Simi Linton escreveu sobre a aprendizagem em um hospital depois de ficar incapacitado após uma lesão medular – não por meio de sua reabilitação, mas sim através da ligação com outros jovens novos para a deficiência. Em “Sight Unseen”, uma elegante explicação da cegueira e da visão como metáforas culturais, Georgina Kleege ironicamente sugere a diferença entre baixa visão médica e cegueira como uma identidade cultural, observando que “escrever este livro me fez cega “, um processo que ela chama de ganhar a cegueira ao invés de perder a visão.

Como eles, eu não tinha idéia até a década de 1980 o que significava ser deficiente, que havia uma história, cultura e política da deficiência. Sem uma consciência de inaptidão, eu estava no armário.

Desde aquela época, outras pessoas com deficiência entraram no mundo em que eu moro e trabalho, e eu encontrei comunidade e desenvolvi uma identidade robusta de deficiência. Eu mudei o jeito que eu vejo e trato a mim e aos outros. Eu assumi o trabalho de ensino de estudos de deficiência e bioética como parte do meu trabalho. Eu aprendi a ser deficiente.

O meu corpo não mudou, mas minha consciência.

À medida que gerenciamos nossos corpos em ambientes não construídos para eles, as barreiras sociais podem às vezes ser mais estranhas do que as físicas. As respostas confusas a categorias raciais ou de gênero podem provocar a pergunta “O que você é?”. Enquanto que os questionamentos sobre deficiência são “O que há de errado com você?”. Antes de aprender sobre os direitos das pessoas com deficiência e o orgulho da deficiência, o que eu conheci através do movimento das mulheres, eu sempre falava cheia de vergonha “Eu nasci dessa maneira.” Agora, é provável que comece um desses encontros desconfortáveis ​​com “Eu tenho uma deficiência”, e concluo com “e estas são as minhas necessidades neste ambiente”. Esta é uma reivindicação de inclusão e direito de acesso aos recursos.

Esta saída do armário tornou-se possível depois do que uma jovem estudante com deficiência me disse depois de eu dar uma palestra em sua universidade. Ela disse que compreendia agora que tinha o direito de estar no mundo.

Nós devemos muito deste progresso para o Americans With Disabilities Act de 1990 e as leis que levaram a ele. A partir da década de 1960, um amplo movimento de direitos das pessoas com deficiência incentivou a legislação e a política que gradualmente desagregaram as instituições e os espaços que mantiveram as pessoas com deficiência fora e impediu-as de exercer os privilégios e obrigações de cidadania plena. A educação, o transporte, os espaços públicos e os espaços de trabalho transformaram-se continuamente para que as pessoas com deficiência saíssem de hospitais, asilos, casas particulares e escolas especiais para um mundo cada vez mais reconstruído e reorganizado.

Essa mudança também está sendo refletida politicamente, de tal forma que quando Donald Trump zombou do movimento de um repórter com deficiência, a maior parte do país reagiu com choque e indignação com sua flagrante discriminação e que quando a Convenção Nacional Democrata aconteceu, naturalmente os direitos e a dignidade das pessoas com deficiência estavam no centro das atenções. Os esforços de Hillary Clinton no início de sua carreira para garantir o direito a uma educação para todas as crianças com deficiência foi celebrado; Tom Harkin, ex-senador de Iowa e autor do Americans With Disabilities Act, marcou o 26º aniversário da lei e pediu melhorias. As pessoas com deficiência foram apresentadas como oradores, incluindo Anastasia Somoza, que recebeu uma ovação por seu discurso poderoso. O presidente Obama, em seu discurso, referiu-se ao “negro, branco, latino, asiático, nativo americano; jovem, velho; gay, heterossexual; homens, mulheres, pessoas com deficiências, todas prometendo lealdade, sob a mesma bandeira orgulhosa “.

Tornar-se deficiente exige aprender a viver de forma eficaz como uma pessoa com deficiência, não apenas viver como uma pessoa com deficiência tentando tornar-se não-deficientes. Exige também a conscientização e a cooperação de outras pessoas que não enfrentam esses desafios. Tornar-se deficientes significa passar do isolamento para a comunidade, da ignorância ao conhecimento sobre quem somos, da exclusão ao acesso e da vergonha ao orgulho.

Este é o primeiro ensaio em uma série semanal por e sobre as pessoas que vivem com deficiência.

Rosemarie Garland-Thomson é professora de inglês e bioética na Emory University, onde é diretora fundadora da Disability Studies Initiative.

https://www.nytimes.com/2016/08/21/opinion/sunday/becoming-disabled.html?_r=0