Nessa semana fazemos aniversário de 9 anos, sabiam?

Por Carla Rigamonti

O Instituto Escuta começou, na verdade, como Programa Espaço Escuta, e ele era um projeto de Responsabilidade Social dentro da Politec Saúde, que é responsável pela importação do implante coclear da marca Cochlear para o Brasil. Nessa época nós fazíamos parte da Politec Saúde, e foi assim até 2014, quando fechamos as portas da nossa primeira sede para nos dedicarmos exclusivamente, durante um ano, à autonomia do Escuta, transformando ele numa Organização da Sociedade Civil, e trazendo ele de vez para o terceiro setor, como Instituto Escuta. Em 2016 abrimos as portas da nova sede, onde ficamos até o começo desse ano. E, mais uma vez, fechamos para podermos crescer! A nossa casa nova está linda e sendo cuidado de todas as formas (estrutural e técnica) desde março desse ano.

Ao longo desses 9 anos fomos também entendendo melhor qual é o nosso papel junto às famílias de crianças surdas. Desde o começo apostamos na espontaneidade das relações e nos grupos (tanto de crianças como de cuidadores) como espaços muito potentes de trocas para o desenvolvimento de linguagem e a qualidade de vida da família como um todo. Mas fomos definindo outras coisas com o amadurecimento, como, por exemplo, o quanto nosso tripé técnico (Psicologia, Fonoaudiologia e Serviço Social) é imprescindível para atender as famílias que frequentam o Escuta.

Desde o início enfatizávamos que a proposta do Escuta não era de oferecer terapias individuais, pois sabíamos que isso as crianças já teriam em outros lugares. Mas com o tempo, pudemos entender que nosso trabalho tem um efeito terapêutico, sim. E que, junto à escola e às outras terapias, pode promover uma qualidade de vida e de comunicação muito melhores para essas famílias. Em 2020, com a necessidade de ficarmos dentro das nossas casas, muitas crianças ficaram sem terapia fonoaudiológica, mas o Escuta seguiu sendo um espaço (virtual) ao qual os cuidadores podiam recorrer e trocar experiências, construindo respostas e recursos para o que nenhum de nós estava preparado.

Nesse aniversário não podemos nos abraçar ou cantar parabéns juntos (imagina assoprar velinhas em cima de um bolo em 2020?). Mas temos muitos motivos para comemorar – uma nova sede, novos grupos, relações fortalecidas mesmo com a distância. E temos também motivos para ter esperança: da gente voltar a brincar juntos na brinquedoteca, montar nossa roda de grupo de pais, comer aquele biscoito de polvilho no lanchinho aglomerados. E, claro, esperança de comemorarmos nosso 10 anos juntos, fazendo a nossa farra habitual, com muita bexiga e sujeira de festa no chão, por favor 😉

Inauguração do Programa Espaço Escuta, na Politec Saúde.

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